“A vida é um eterno quase.” Ouvi esta frase há alguns dias em um vídeo no canal da Jout Jout.
Desde então ela emerge em meio a meus pensamentos cotidianos e me remete a muitos clichês verdadeiros e a como nós, enquanto sociedade, temos passado pela vida sem que a vida passe (e deixe algo) por nós.
Me pergunto onde eu (e você) quero (queremos) chegar. Como, quando e quantas vezes tive a sensação de que estou “quase lá”, mas ainda falta algo? Porque o futuro (ou o passado) me parece sempre mais interessante do que o presente? Como eu posso mudar isso e transformar minha visão acerca do presente? Para que vislumbrar futuros se eu tenho a possibilidade de viver o aqui-agora?
São tantas as questões que surgem quando paro rapidamente para pensar sobre o assunto… Chego à conclusão que temos muito a crescer, mas o crescimento acontece no presente e constantemente.
Não me vale à pena viver de “quases”. É muito mais gostoso viver de “sou”, por mais que este “ser” não seja positivo a todo momento. Entendi, por exemplo, que é muito melhor “estar triste”, vivenciar, acolher e evoluir com minha tristeza do que negá-la, escondê-la de mim mesma e do mundo e tumultuar meu ser inteiro com gestalten abertas que não me ajudam a crescer. Eu cresço mais estando triste do que estando “quase feliz”, pois eu assumo o meu presente e o vivencio experiencialmente.
Vivenciar experiencialmente é estar aware (consciente) do meu self e do meu campo. A awareness é o caminho do crescimento.
Que sejamos hoje, aqui-agora, toda a potência humana e que o quase não nos acompanhe mais!
Jossane Candeira
Psicologia e Desenvolvimento
CRP 21/01835
